20101119

O Alho



O ALHO

Ao contrário de Richard Dawkins e muitos outros seus pares, ou primos ou espertos (bright), como se queiram qualificar, felizmente acredito que uma inteligência muito superior - à dele e de muitos outros - foi Quem criou tudo o que nos é dado perceber, quer num olhar simples e comum, quer em análises mais científicas, sérias e desprovidas de preconceitos.

Certamente não poderei provar a Sua existência, mais do que já tem sido tentado, pelo menos, desde há 2000 e tal anos atrás. Admito que são certezas baseadas numa posição de fé, que não se prova mas se sente, tal qual um presságio de bom augúrio, tirado das palavras que permaneceram, vivas e actuais, desde a Origem.

Mas também não se tem conseguido cimentar essa outra religião, que dita ser a humanidade, por um lado absoluta na sua proposta de ciência, enquanto que, ao mesmo tempo, teimosamente afirma como facto sermos uma espécie biológicamente comum e vazia de qualquer sobrenaturalidade. Absurdo Contra-senso.

Vamos ao que interessa, vamos ao alho.

Ciência ou não, diria que este bolbo da natureza foi criado... sim criado e não proveniente de mutação por selecção natural evolutiva, para nutrir laços estreitos de amizade com o homem.

Hoje sabe-se que o alho, planta bolbosa da família das Liliáceas, de cheiro forte característico, espontânea ou de cultura, muito utilizada como condimento em culinária, tem tantas propriedades curativas que chega a merecer o título de panaceia.

Pica na língua quando provado cru. Amigo que cura com ardor. Tomado de manhã, de estômago vazio, causa náusea e desconforto. Eu sei porque já experimentei. Agora limito-me a encontrá-lo à hora do almoço ou do jantar.

É claro que, como amigo forte e fiél, a sua essência permanece longas e indescritíveis horas, a não ser que se tome esse outro néctar demiurgo, o cafézinho, substância rica em antioxidantes, os polifenois, mais uma maravilhosa descoberta da ciência.

É raro ouvir-se; Mãe! O Zézinho quer alho na sopa! Se bem que ele o pense noutro contexto, seria bom acostumar os pequerruchos ao encontro regular com esse amigo do peito. Mais tarde, já no último piso da casa dos cinquenta, derramarão sentidos e vigorosos agradecimentos, sempre que os exames regulares, ao colesterol e pressão sanguínea, se revelarem normais.

Como vivemos neste quintal à beira mar plantado, que no Inverno se transforma em frigorífico a meio gás, qual enjôo de nem temperatura ambiente nem frio ártico, em certas regiões com uma humidade de por os ossos a pingar, o amigo alho pode e quer dar-nos uma mão (que no seu caso é um dente, ou dois) e ajudar-nos a atravessar o período com vivas e rosadas cores.

Conclusão desta diatribe em tom menor; assim como o alho é amigo desconfortável, a quem devemos favores e agradecimentos, por nos proteger das vicissitudes orgânicas, também os melhores amigos, são aqueles que nos guardam com solicitude, mesmo que os sintamos, às vezes desconcertantes e mal cheirosos.

Autor: Missionário João Rodrigues
AMAVIDA Produções
2010.11.19

20101010

Orações - Livro 1

Poemas sobre vários temas - a musa não me deixa - com referências Bíblicas, biografia singela do autor e do Projecto ao qual se tem dedicado com unhas e dentes, desde que pisou África em 2000.

20100905

O Travesseiro


O Travesseiro (adaptado)

Algumas pessoas são como cabras.

Soltam balidos!

Estão sempre com o "mééé" na boca!

Sempre que algo é dito, que não querem aceitar, lá vai um "mééé" outra vez.

Mesmo quando esse algo é a verdade, começam logo a mééé, mééé, mééé! - Tal e qual uma cabra.

"Gosto do que estás a fazer, mééé..."
"Ele é simpático, mééé..."
"Sim, eu sei, mééé..."

Era uma vez uma mulher muito "mééé," que não aceitava o que um seu amigo lhe dizia.

Um dia, o que lhe disse foi mais do que conseguiu aguentar.

Era verdade, "mééé," ficou tão zangada que começou a "balir" a torto e a direito.

Começou a espalhar histórias ácerca dele e tentou, o mais possível, que os amigos comuns se virassem contra ele, com as suas histórias e mexericos.

Mas quanto mais falava mais triste ficava.

Passado algum tempo, começou a sentir pena de todas as mentiras que tinha contado.

Finalmente, em lágrimas, foi até a casa do amigo para lhe pedir perdão.

"Espalhei muitas mentiras ácerca de ti," disse ela, "por favor perdoa-me."

O amigo ficou em silêncio durante algum tempo. Parecia estar imerso em seus pensamentos.

Depois disse: "Sim, perdôo-te, mas primeiro tens que me fazer uma coisa."

"O que queres que te faça?" perguntou, algo surpreendida.

"Vem comigo até o telhado, que te mostro," disse ele, olhos nos olhos, "mas primeiro vou buscar uma coisa ao meu quarto."

Quando voltou, o seu amigo trazia um grande travesseiro de penas, debaixo do braço.

A mulher mal conseguia esconder a sua surpresa e crescente curiosidade.

Atrapalhada, mal se contia em lhe perguntar para que era o travesseiro e porque estavam a subir ao telhado.

Finalmente, já sem fôlego, chegaram ao telhado.

O vento soprava suavemente através do grande espaço aberto. Do telhado, a visão estendia-se ao horizonte, para além da cidade.

De repente, sem nada dizer, o amigo rasgou o travesseiro e atirou as penas ao vento.

O vento levou as penas para toda a parte;

Para outros telhados, para as ruas, em cima dos carros, nas árvores, nos quintais onde as crianças brincavam, para a auto-estrada, e assim por diante, cada vez mais longe.

Os dois olharam as penas flutuar durante algum tempo. Então ele virou-se para a mulher e disse; "Agora quero que vás recolher as penas todas e mas tragas aqui."

"Recolher todas as penas?" Com um suspiro disse; "É impossível!"

"Sim, eu sei," disse o amigo. "As penas são como as tuas mentiras sobre mim. O que começaste, não podes parar, mesmo que estejas arrependida.

Talvez consigas dizer a algumas pessoas que foram mentiras o que disseste de mim, mas os ventos da bisbilhotice espalharam-nas por toda a parte.

Pode-se apagar um fósforo, mas não se pode apagar um grande fogo na floresta, ateado por um fósforo!

"Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia." (Tiago 3:5)

AMAVIDA Produções



20100823

Tesouros do Mar

Este atalho aponta para a Errata e Corrigenda do livro "Tesouros do Mar," colecção "Histórias do Avô Juca," referência A-PP-BC-GJ-002-H, ISBN 3-03730-296-8;
http://www.aurorama.org/arquivos/20100823_tesourosdomar_an_ncio_errata.pdf

20100816

agendiário

agendiário
Agenda perpétua - não tem o ano nem os dias da semana, apenas os nomes dos dias da semana - com dois dias em cada página. Cada dia traz um pensamento e um versículo da Bíblia para meditação. Espaço para informações pessoais, moradas, pedidos de oração, etc. Cada princípio de mês começa com informações sobre a agricultura e pecuária para esse mês, estilo Borda d'Água e datas célebres. A capa é bem desenhada, tornando-a muito apelativa. Boa sugestão para um presente económico e apelativo, a juntar ao cabaz de Natal ou como oferta em separado. Esta agenda "agendiário" livro interactivo, tem a grande vantagem de não haver o perigo de vírus e perda de dados. Tamanho real; 12cm x 17cm x 1,1cm - As dimensões são de livro de bolso, num tamanho confortável para o seu transporte, sem prejudicar o espaço de utilização.

Colecção 3Pês

Deus Disse


Livro infantil com versículos da Bíblia, alguns adaptados outros não, conforme sejam mais ou menos compreensíveis; e ilustrações que desejamos sejam do agrado dos mais pequenos. Queira a Divina Providência que estes livros tenham a aceitação suficiente para gerar o financiamento necessário ao nosso Projecto missionário/humanitário em Moçambique.


www.tchumatchato.org





AMAVIDA Produções

AMAVIDA é um Projecto da Associação Acção Missionária Aurora - AMA, aprovado em Assembleia Geral de 18 de Janeiro de 2010, Acta n.º 24. - No âmbito deste Projecto iremos, se Deus quiser, publicar obras inéditas para adultos e crianças. - Contamos com o interesse e o apoio de todos os que sentirem neste esforço, algo de importante para a sociedade. - Os retornos financeiros serão usados nos nossos Projectos missionários/humanitários em;
www.aurorama.org